Ferramenta de apoio.
Julgamento clínico continua seu.
O Diálogo foi desenhado em diálogo com a Resolução CFP 11/2018, o Código de Ética do Psicólogo e as diretrizes sobre uso de tecnologia na prática clínica.
Alinhamento com a Resolução CFP 11/2018
A Resolução CFP 11/2018 regulamenta serviços psicológicos por meios eletrônicos. O Diálogo se posiciona como ferramenta de produtividade e documentação — não como plataforma de atendimento remoto nem substituto do profissional.
O atendimento continua sendo conduzido integralmente pelo psicólogo, seja presencialmente ou por plataforma de videoconferência de sua escolha. O Diálogo apenas processa o áudio com consentimento do paciente para gerar documentação clínica estruturada.
Responsabilidade clínica é sempre do psicólogo
Toda decisão clínica — diagnóstico, hipótese, plano terapêutico, encaminhamento — é prerrogativa exclusiva do profissional habilitado. O Diálogo não diagnostica, não prescreve e não substitui a escuta clínica.
A IA organiza o que foi dito na sessão, seguindo o framework escolhido pelo psicólogo (psicanálise, TCC, junguiana, humanística, sistêmica, trauma, etc.). É o mesmo que ter uma assistente que toma notas — com melhor ortografia e mais rapidez, mas sem juízo clínico.
Sigilo profissional preservado
O artigo 9º do Código de Ética do Psicólogo (Resolução CFP 10/2005) estabelece o sigilo como dever fundamental. O Diálogo protege esse sigilo por:
- Acesso restrito: apenas o psicólogo titular da conta vê os dados dos próprios pacientes.
- Isolamento técnico: impossibilidade arquitetural de um profissional acessar dados de outro.
- Ausência de acesso humano: ninguém da equipe Diálogo lê transcrições ou prontuários — nem para suporte, nem para análise de produto.
- Não treinamento com dados do cliente: conteúdo clínico nunca alimenta treinamento de modelos de IA.
Gravação sempre consentida
Nenhuma gravação inicia sem consentimento digital do paciente. O fluxo é:
- Antes da primeira sessão, o paciente recebe link de consentimento.
- Lê o termo com finalidade, base legal, direitos LGPD e identificação do psicólogo responsável.
- Aceita com CPF (ou recusa, caso em que a gravação não ocorre).
- Assinatura fica registrada com timestamp, IP e User-Agent.
O paciente pode revogar o consentimento a qualquer momento. A partir disso, novas sessões não são gravadas e ele pode solicitar exclusão dos dados já coletados.
Papel da IA na prática clínica
A IA do Diálogo faz três coisas, e apenas três:
- Transcreve o que foi dito (speech-to-text), identificando turnos de fala.
- Estrutura os pontos da sessão segundo um framework clínico escolhido pelo psicólogo — preenchendo campos de anamnese, identificando padrões, mecanismos de defesa, temas recorrentes.
- Sintetiza para documentação: gera rascunhos de prontuário que o profissional revisa, edita e aprova antes de arquivar.
Tudo o que a IA produz é rascunho sob revisão humana. O psicólogo pode editar qualquer campo, sobrescrever análises, descartar sugestões. O documento final é sempre o que o profissional aprovou.
Limitações que você precisa conhecer
Honestidade técnica importa mais que marketing:
- A transcrição tem acurácia de ~94-97% em PT-BR em ambiente controlado. Ruído de fundo, sotaques marcados e sobreposição de fala reduzem a acurácia.
- A análise por framework é sugestiva, não conclusiva. Vieses de modelo, limitações de contexto e erros de interpretação existem.
- O Diálogo não detecta risco agudo (suicídio, violência) em tempo real. Essa escuta é sua responsabilidade inalienável.
- Dependemos de serviços externos (Deepgram, Anthropic). Indisponibilidade deles afeta a disponibilidade do Diálogo.
Detalhes técnicos sobre proteção de dados?
Ver segurança e LGPD